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Câncer de mama Prevenção e cura em mulheres jovens

Câncer de mama Prevenção e cura em mulheres jovens

Atualmente, as chances de cura para o câncer de mama são altas, graças à detecção precoce de lesões tumorais.

O doutor Armando Tejerina, ginecologista e diretor do Centro de Patologia da Mama e presidente da Fundação Tejerina, recomenda uma série de medidas preventivas e abre uma porta de esperança graças à diminuição da mortalidade feminina diagnosticado com câncer de mama.

Existem medidas de prevenção primária, secundária e terciária. A prevenção primária é aquela que atua diretamente na origem do câncer, mas como seus mecanismos íntimos ainda são desconhecidos, é difícil agir sobre eles. Podemos atuar evitando a obesidade, as situações de estresse, os hábitos de vida, as situações hormonais anormais e favorecendo a ingestão de uma dieta mediterrânea, rica em antioxidantes, e o uso correto de tratamentos hormonais.

De cada dez consultas por nódulos, oito ou nove são processos benignos ou sem significado patológico. A constatação de um nódulo na mama esporadicamente ou no autoexame periódico mensal, faz com que a paciente tenha que ir ao médico especialista para determinar sua natureza, sendo benigna na maioria dos casos.

O câncer de mama é uma doença curável, se o diagnóstico for inicial. Hoje, graças às diferentes terapias existentes, geralmente é possível ter 70 por cento dos casos com bom prognóstico nos primeiros cinco anos de tratamento. Estudos clínicos mostraram que o desempenho mamografias em mulheres com mais de 45 anos de idade ou assintomáticas, reduzem a mortalidade por câncer de mama em 30 a 40 por cento.

1. É verdade que nódulos que doem não são cancerígenos e que os "ruins" são aqueles que não doem? Em geral, qualquer nódulo mamário costuma ser indolor e, somente quando acompanhado de componente inflamatório associado, pode causar desconforto, situação muito comum nos processos císticos mamários, em sua maioria benignos. Os nódulos nunca doem tanto, sejam bons ou ruins, exceto aqueles que são malignos que já são tumores avançados ou ulcerados. Pode acontecer também que a mama inche antes do ciclo menstrual, a mulher percebe um endurecimento e então é a própria glândula e ela não tem nódulos.

2. A mastectomia é a melhor opção de tratamento para o câncer de mama?Mastectomia ampla, cirurgia radical, era um tratamento de rotina nas décadas de 1960 e 1970. Hoje, o tratamento cirúrgico mais frequente é a cirurgia conservadora ou parcial da mama em 70 por cento. Somente mastectomia é indicada em 30 por cento dos casos, ou seja, em processos tumorais difusos, multicêntricos e em situações especiais.

3. A mulher pode escolher seu tratamento? Sim, atualmente é a mulher que pode escolher seu tratamento e optar pela cirurgia radical, pois desta forma ela não faz quimioterapia, controles ou possíveis riscos ou, por uma cirurgia conservadora. Portanto, a primeira coisa que fazemos é informar para que depois seja o paciente quem decida entre o tratamento conservador ou uma cirurgia mais extensa.

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