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Métodos educacionais que não funcionam com crianças mais velhas

Métodos educacionais que não funcionam com crianças mais velhas

Psicólogos, pedagogos e especialistas em diferentes áreas da infância propõem diferentes métodos educacionais para nos ajudar na educação de nossos filhos, para melhorar seu comportamento, para evitar a desobediência ou para estimular o esforço.

Entre todos eles, pais e mães adotam aqueles modelos nos quais acreditamos ou nos encaixamos em nossa forma de entender a paternidade e começamos a aplicá-los desde a mais tenra infância. Mas, um belo dia, percebemos que eles não funcionam mais, nosso filho cresceu e eles se tornaram infantis e obsoletos. Esses são os modelos educacionais que não funcionam com crianças mais velhas.

- Caritas: Quando as crianças são mais novas, pais e professores costumam usar o sistema de smiley para reforçar comportamentos positivos ou ensiná-los que o que fizeram não foi certo. Colocamos selos com rostos sorridentes ou tristes em suas mãos ou mesmo na agenda escolar como meio de comunicação entre pais e professores. É um método usado especialmente com crianças com problemas de comportamento ou crianças com TDAH para reforçá-los positivamente. Porém, quando falamos em crianças de 9 ou 10 anos, esse sistema de rostos continua infantil e ineficaz, eles precisam de outros tipos de reforços.

- Cantinho do pensamento: Muitas vezes é amplamente utilizado por pais e professores de crianças pequenas, para ensiná-los, sem iniciar sermões e conversas eternas, que o que eles fizeram, seja bater no irmão ou quebrar um brinquedo, foi errado. É a técnica do isolamento, da expulsão do mau comportamento. Porém, é um método educacional que não funciona com crianças mais velhas, que já sabem o que é certo e o que é errado. Não vão pensar nesse canto, nem é a maneira de proceder com crianças com quem já é possível discutir e dialogar.

- Cachete: nunca é educativo, em qualquer caso, para qualquer idade. Só vai ensinar as crianças a reagir com violência. Se fizermos isso com crianças pequenas, só conseguiremos intimidá-las e, se forem mais velhas, pode não demorar muito para a criança tentar revidar. Eu testemunhei como o pai de um menino pré-adolescente aplicou punição física nele e ele o socou de volta. Uma situação tremenda que nunca deveria acontecer.

- Educação autoritária: É o clássico de educar com mão pesada, não funciona com crianças maiores, nem com as menores. Porém, à medida que a criança cresce e tem mais capacidade de argumentar, negociar, pensar e decidir, a única coisa que alcançaremos com esse método educacional é confrontar constantemente as crianças. As brigas e as desavenças vão fluir, a criança, que inicia um processo de rebelião, tende a torná-lo muito mais intenso e os conflitos em casa podem ser ainda maiores.

- Prêmios: alguns estudos realizados em escolas e institutos mostram isso. Quando baseamos o esforço da criança na conquista de um presente, ela estará simplesmente se esforçando pelo prêmio e não estaremos endossando a ideia de trabalhar ou nos esforçando pelo prazer de fazer o melhor possível. Com as crianças maiores, se estabelecermos a ideia de que o objetivo é a recompensa e não o aprendizado, não estaremos aplicando a pedagogia correta.

- Escreva algo 10 vezes: uma punição amplamente utilizada pelos professores em sala de aula. No entanto, pode ser humilhante para a criança e provocada pelos colegas.

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